Peruca ‘lace wig’ é a nova febre entre famosas; saiba como usar

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18:55 h

Seja por necessidade, para mudar a aparência de forma prática ou por questões culturais ou religiosas, as perucas têm se tornando cada vez mais comum hoje em dia. Porém, algumas pessoas ainda têm medo de utilizar o acessório devido a sua artificialidade, o que, atualmente, já não é mais verdade, pois, com o tempo, as perucas evoluíram de tal forma que deixaram de ser aquela prótese estranha de antigamente para passarem despercebidas como cabelos naturais.

“Hoje em dia existem diversos tipos de perucas que diferem entre si tanto quanto ao material com que são feitas, podendo ser de cabelo sintético, natural ou de fibra orgânica, como quanto ao seu formato, que pode ser Front Lace, Full Lace, Lace Wig, U-Shaped, Silk top ou Monofilamento”, explica Rita Paixão, hairdresser do LeFil Beauty.

Por exemplo, as perucas do tipo Lace Wig vêm sendo muito utilizadas aqui no Brasil e internacionalmente, principalmente por famosas como Ludmilla, Taís Araújo e Beyoncé, por oferecerem uma aparência extremamente natural e serem confeccionadas com um material muito parecido com o couro cabeludo. Além disso, este tipo de peruca tende a ter um custo muito baixo, já que são feitas com cabelo sintético.

“A Lace Wig reúne em uma só dois tipos diferentes de peruca: a Front Lace e a Full Lace. A Front Lace é uma peruca fina que conta com uma espécie de renda na frente do cabelo que, além de facilitar sua montagem, faz com que a peruca seja imperceptível”, destaca Rita. “Já a Full Lace é um tipo de peruca mais maleável que possibilita a produção de penteados e até mesmo de rabo de cavalo e coques. A Full lace também é bastante natural, pois sua confecção em tecimento é feita fio a fio e manualmente, o que faz parecer que o fio está nascendo diretamente do couro cabeludo.”

Mas estes não são os únicos tipos de peruca que conferem resultados naturais. Segundo a especialista do LeFil Beauty, outra peruca ideal para quem procura discrição é a U-Shaped, que, por possuir a forma de um U, permite que a pessoa misture parte de seu cabelo com a peruca, proporcionando assim naturalidade.

“A Silk Top é outro tipo de peruca muito discreta, pois o material usado para o tecimento é um tipo de seda que tem a aparência muito próxima ao couro cabeludo. Além disso, a Silk Top é muito flexível, sendo assim ideal para penteados, já que une duas maneiras diferentes de confecção: manual e fio a fio na parte superior e à máquina no restante”, afirma.

Por fim, existem ainda perucas que são melhores para pessoas com calvície, alopecia parcial ou que perderam os cabelos em acidentes que causaram escapelamento, como a Half Wig, também conhecida como meia peruca ou prótese capilar, que pode ser mesclada com o cabelo conferindo uma aparência extremamente natural.

“Outra opção nestes casos é o Monofilamento, que possui um custo-benefício favorável e, por ser confeccionado fio a fio, proporciona um aspecto autêntico. Além disso, este tipo de peruca é ótimo para quem tem a pele sensível, pois sua base é feita de nylon, um material que dificilmente provoca alergia”, diz a hairdresser.

Mas na hora de escolher a peruca é preciso levar em consideração não apenas o formato da peruca e sua forma de confecção, mas também o material com que foram confeccionadas. Por exemplo, perucas feitas com cabelo sintético, apesar de serem mais baratas, não possuem um resultado tão natural, pois são feitas à máquina.

Além disso, nesse tipo de peruca não podem ser utilizadas tintas, chapinhas, baby liss e procedimentos similares, já que estes danificam o fio, que geralmente é de fio acrílico ou nylon. “Já as perucas feitas com cabelo humano são mais discretas, de uma qualidade melhor, durabilidade maior e podem receber tintas, chapinhas, baby liss e todos os tipos de produtos. Porém, estes fatores fazem com que seu custo também seja maior”, completa Rita.

Quando ao modo de usar qualquer um dos tipos de perucas acima, a profissional do LeFil Beauty alerta que o ideal é utilizar com cautela, tomando cuidados como deixar o couro cabeludo respirar de vez em quando e jamais usar uma peruca com os cabelos molhados, pois o ato pode favorecer o aparecimento de fungos. Além disso, é de extrema importância verificar se a peruca não está tracionando o seu próprio couro cabeludo para não causar quebra e, a longo prazo, alopecia por tração.

“Para garantir a durabilidade e a beleza da peruca por mais tempo é essencial também que você cuide dela assim como você cuida de seus próprios cabelos. Então penteie a peruca com cautela para não arrancar ou quebrar os fios, sempre lave a peruca na mesma direção para não embaraça-la e, na hora de secar, evite o uso de um secador muito quente, principalmente no caso das perucas com cabelos sintéticos, já que o calor pode acabar derretendo os fios”, finaliza Rita Paixão.