Em clima de festa e no Dia Nacional da Cultura, MinC e Apex-Brasil abrem MicBR 2018

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12:33 h

Sob os acordes da sanfoneira Lívia Mattos, o colorido do palco e os movimentos dos dançarinos da Cia Base, o Ministério da Cultura e a Apex-Brasil – em parceria com a OEI-Brasil – abriram, nesta segunda-feira (5), Dia Nacional da Cultura, o Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR).

A cerimônia, ocorrida no Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer em São Paulo, contou com a presença do ministro da cultura, Sérgio Sá Leitão; do diretor da Organização dos Estados Ibero-Americanos no Brasil (OEI-Brasil), Raphael Callou; da representante da Apex-Brasil, Camila Paschoal e do secretário de cultura de São Paulo, André Sturm, entre outras autoridades.

Na ocasião, Sérgio Sá Leitão destacou a “feliz coincidência” de abrir o MicBR no Dia Nacional da Cultura. “É uma honra começar o MicBR neste 5 de novembro, é momento oportuno para a afirmação da importância, potência, intensidade e capacidade de contribuição das atividades criativas para o desenvolvimento do País”, afirmou.

Ao longo do evento, defendeu, novamente, a importância das atividades econômicas e criativas brasileiras para o desenvolvimento do País. “As atividades criativas e culturais são vocação e setor dinâmico do País, têm elevado impacto sobre a geração de renda, de emprego e de arrecadação de impostos, têm influencia crescente no dia a dia dos cidadãos, contribuindo para formação dos indivíduos e a construção de uma imagem positiva do Brasil. Têm duplo ativo, econômico e social. Está mais do que na hora de os brasileiros se darem conta disso”, avaliou.

O ministro falou ainda sobre a expectativa de que o MicBR seja um evento constante, agradeceu a união de esforços para que ocorresse e dedicou o evento ao cineasta Pedro Rovai, falecido recentemente. “Ele marcou o cinema brasileiro e, portanto, a cultura do País. Ele nunca deixou a peteca cair. E essa é a marca da cultura brasileira”, lembrou Sá o ministro.

Balanço

Sérgio Sá Leitão elencou também a missão do MinC, a visão que quis dar à Pasta e à série de ações e diretrizes tomadas. “Ao realizar planejamento estratégico desta gestão, definimos como missão fortalecer as atividades criativas e culturais em todas as regiões do País e apontamos como visão para o MinC ser uma instituição relevante para sociedade, setor e governo”, pontuou.

Entre as diretrizes, citou ampliar o diálogo, pacificar setor com uma pauta comum, valorizar a economia criativa, reduzir o passivo deixado por gestões anteriores, desburocratizar o fomento, maximizar recursos, tornar o MinC mais próximo dos realizadores e trabalhar com zelo pela coisa pública.

Evento colaborativo  

Presente na cerimônia de abertura, a representante da Apex-Brasil, Camila Paschoal, disse que a agência trabalha há mais de 15 anos com esse setor porque entende a importância para a economia do País. “Esse momento vem coroar e demonstrar toda a nossa capacidade. É um palco para capacitações e para rodadas de negócios”, contou.

Raphael Callou, diretor da OEI-Brasil, explicou que o MicBR 2018 vai ao encontro da Carta Ibero-Americana, firmada neste ano, que prevê a importância da cultura para pleno desenvolvimento do ser humano e a importância do intercambio cultural.

O secretário de cultura de São Paulo também enfatizou a importância das atividades criativas e culturais e exemplificou o fato com o caso de Nova York. “Na década de 1970, era uma cidade suja e violenta e um prefeito transformou isso porque foi alguém que teve a percepção da importância desse setor”, mencionou. “Hoje as pessoas vão lá para ver os museus, ir aos restaurantes e conhecer os prédios turísticos”, completou Sturm.

MicBR

O Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ocorre entre 5 e 11 de novembro, em São Paulo. O megaevento vai reunir milhares de empreendedores brasileiros e de sete países sul-americanos em atividades de capacitação, rodadas de negócios e apresentações artístico-comerciais, além de um público geral de aproximadamente 30 mil pessoas. Dez áreas da produção cultural estarão envolvidas: artes cênicas, audiovisual, animação e jogos eletrônicos, design, moda, editorial, música, museus e patrimônio, artes visuais e gastronomia.