Desfiles de escolas de samba serão com máscara em SP

A Prefeitura de São Paulo definiu na manhã desta quarta-feira (19) os protocolos para realização dos desfiles no Carnaval deste ano na capital paulista por causa da Covid-19.

A Prefeitura de São Paulo definiu na manhã desta quarta-feira (19) os protocolos para realização dos desfiles no Carnaval deste ano na capital paulista por causa da Covid-19.

Segundo o documento, todas as pessoas no Sambódromo do Anhembi (na zona norte) deverão usar máscaras de proteção -tanto quem estiver nas arquibancadas como os componentes das escolas de samba.

“Já existe uma determinação da Liga-SP para que os desfilantes usem máscara durante todo o desfile, e não apenas na concentração e dispersão. Para isso, será excluído do julgamento do Carnaval 2022 o quesito harmonia, que avalia como os componentes cantam o samba enredo. Desta forma, o uso da máscara não atrapalhará a competição”, diz o documento.

“Da mesma maneira que os chefes de ala são responsáveis por conferir se as fantasias dos componentes estão completas, ficarão responsáveis por conferir, também, o uso da máscara, sujeito à perda de pontos no quesito fantasia.”

No ano passado, o Carnaval não foi realizado em São Paulo por causa da pandemia do novo coronavírus.

Também será obrigatória a apresentação de passaporte de vacina contra a Covid-19 com, no mínimo, duas doses. A exigência será igualmente para público (deverá ser pedido na venda on-line dos ingressos) e integrantes das escolas, que serão obrigados a preencher um pré-cadastro.

O limite de ocupação máxima será de 70% da capacidade de público em todos os setores, incluindo arquibancada, camarotes e pista.

O protocolo também prevê a redução no número de componentes das escolas. “Uma agremiação do grupo Especial, que desfilava com 2.000 componentes até 2020, passará a desfilar com 1.500 em 2022. As escolas do grupo de Acesso 1 passam de 1.000 para 800 componentes e as do Acesso 2 de 800 para 500 desfilantes”, afirma o documento.

Para não haver aglomeração na concentração e na dispersão, cada escola chegará em horários predeterminados, por ordem de desfile, em ônibus da prefeitura.

“São cerca de 50 veículos por escola de samba, que levam, no máximo, 30 a 35 componentes com as suas fantasias”, diz o protocolo.

“No momento da chegada, as agremiações já organizam suas alas no formato em que desfilarão, usando um espaço onde cabem mais de 20 mil pessoas, com, no máximo, 1.500 pessoas enfileiradas e alinhadas. Na dispersão, o mesmo processo acontece. Assim que terminam o desfile, as alas já são direcionadas de volta aos ônibus que estão estacionados no portão, evitando aglomeração.”

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, os ensaios técnicos que seriam realizados em janeiro estão cancelados, e uma nova grade de ensaios será programada para fevereiro, com apenas um ensaio por agremiação e controle de acesso do público e desfilantes, com o passaporte da vacina e uso obrigatório de máscaras.

Segundo o documento, caso haja “mudança importante no cenário epidemiológico da Covid-19 na cidade, a Covisa (Coordenadoria de Vigilância Sanitária), SPTuris e Liga-SP, se reunirão para discutir possibilidade de adiamento do Carnaval deste ano.

A necessidade de adoção de regras sanitárias para o Sambódromo foi definida no último dia 6, quando a prefeitura cancelou os desfiles dos blocos de rua por causa do avanço da variante ômicron do novo coronavírus.

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