Público faz fila para visitar o Masp no primeiro dia de reabertura

Museu conta com cinco exposições que abordam a dança como tema principal

(AGÊNCIA ESTADO) – Visitantes formaram fila para entrar no Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista, região central de São Paulo, na tarde desta terça-feira (13), dia de entrada gratuita, e o primeiro da reabertura após quase sete meses de fechamento por conta da pandemia do novo coronavírus.

Equipamentos de cultura da cidade foram autorizados a reabrir depois que a cidade avançou à fase verde do Plano São Paulo, que regula a flexibilização no estado.

O museu voltou a operar com cinco exposições que abordam a dança como tema principal. O destaque é a exposição “Hélio Oiticica: a dança na minha experiência”, que apresenta os rumos de pesquisa do artista, com o estudo de elementos rítmicos e coreográficos, até chegar nos Parangolés, na década de 1960. A mostra reúne 19 dessas estruturas, pensadas para serem vestidas e usadas pelo público, sendo que 14 são réplicas que podem ser manuseadas pelos visitantes da exposição.

A bilheteria física do Masp está fechada, mas os ingressos com horário agendado podem ser adquiridos pela página do museu. O uso de máscara durante a visita é obrigatório e o guarda-volumes está fechado.

Outros museus

Além do Masp, entre os locais que retomaram a compra de ingressos e o agendamento de visitação estão o MAM (Museu de Arte Moderna) e o IMS (Instituto Moreira Salles). A Pinacoteca vai reabrir a partir de quinta-feira (15).

O MAM, localizado no Parque Ibirapuera, reabre com três exposições. Uma traz as obras do artista plástico Antonio Dias que fazem parte da coleção dos próprios trabalhos feita pelo paraibano ao longo da vida.

O IMS, também na avenida Paulista, abre uma exposição com 170 imagens da fotógrafa chilena Paz Errázuriz, que trabalhou com temas à margem da sociedade, como travestis e pessoa internadas em hospitais psiquiátricos, em plena ditadura de Augusto Pinochet. A partir dos arquivos da instituição poderá ser visto ainda um recorte das 35 mil imagens do arquivo do fotógrafo alemão Peter Scheier, com fotografias feitas entre as décadas de 1940 e 1070, parte na passagem pela revista O Cruzeiro.

Além dos horários marcados e o uso obrigatório de máscaras, os espaços culturais devem receber no máximo 60% da capacidade total de visitantes. O público deve estar atento as orientações para evitar aglomerações e manter o distanciamento social, como o tempo máximo de visitação e o fluxo a seguir no percurso das exposições.

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