Mãe e padrasto de menina que chegou morta em pronto atendimento são presos no ES

A mãe e o padrasto da menina Pietra, de três anos, que chegou morta a uma unidade de pronto atendimento na Serra, estão presos. A informação é da Polícia Civil. Os dois prestaram depoimento na tarde desta quinta-feira (1) e foram autuados por maus-tratos com resultado de morte.

O casal Alessandra Pinto dos Santo, 20 anos, e Nilson da Silva Santos, 26 anos, foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana (CTV).

O procedimento investigativo irá para Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA). O corpo da criança foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, para ser feito o exame cadavérico, para apontar a causa da morte. O prazo para a conclusão do laudo é de, no mínimo, 30 dias.

O caso

A mãe Alessandra levou a criança, com ajuda de um vizinho, para a UPA de Carapina por volta de 3h30 desta quinta, desacordada.

A mulher contou para a polícia que ela e o companheiro moram no bairro Jardim Tropical e brincavam com a criança quando ela passou mal. Entretanto, segundo a médica que atendeu Pietra, ela já estava morta há horas e com sinais de violência.

Maus-tratos

A avó, Carla Patrícia Pinto, de 40 anos, contou que a filha morou com a menina em sua casa até um ano da menina, quando ela conheceu o companheiro e passou a viver com ele. De acordo com a avó, ela pediu para que a filha não levasse a criança e deixasse sob os cuidados dela.

 

Carla disse que percebeu que a menina estava sendo agredida no Dia das Mães do ano passado, quando a filha mais nova foi dar banho em Pietra e viu dois hematomas nas coxas da criança.

Nos últimos meses, a criança apresentou outros sinais: estava mais magra e quieta.

“Tinha marca de mão porque tinham batido nela. Eu fui lá e discuti com a minha filha, disse que mais uma vez que minha neta parecesse roxa dentro de casa eu ia chamar o conselho tutelar para ela. E ela disse ‘pode chamar que eu não tenho medo’. A partir de então ela nunca mais olhou na minha cara, parou de falar comigo. Eu ia lá na casa dela e ela não me atendia. Eu procurava saber da vida dos dois e eles viviam bem, mas o pessoal na rua falava que minha neta estava muito magra, que não saia de casa, nem no quintal ela ficava. Por isso que eu queria que ela morasse comigo”, contou a avó.

Denúncia no Conselho Tutelar

A filha mais nova de Carla, que tem 16 anos, contou que já tinha procurado o Conselho Tutelar da Serra para denunciar as agressões.

“Procurei o Conselho Tutelar porque uma parente dele disse que a neném estava sendo maltratada. A gente pediu para ela deixar a neném com a gente e ela não quis. Procuramos o Conselho Tutelar e eles não fizeram nada. Eu fui lá na semana passada e vi como a menina estava magra e maltratada”, revela a irmã.

O coordenador da regional 3 do Conselho Tutelar da Serra, Jaziel Ferreira, que fica em Jacaraípe, disse que não foi localizada ocorrência com o nome da criança nos registros e que vão apurar e procurar os familiares de Pietra. As informações são do G1.

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