Governo avalia prorrogar auxílio em parcelas decrescentes: R$ 500 em julho, R$ 400 em agosto e R$ 300 em setembro

A última de três parcelas do auxílio começou a ser paga neste mês, no montante de R$ 600, e qualquer prorrogação com mudança no valor requer aval do Congresso Nacional

(FOLHA VITORIA) – A equipe econômica do Governo Federal avalia prorrogar o auxílio emergencial com pagamentos decrescentes a partir de julho, fixando uma espécie de transição no valor do benefício até que ele chegue a seu fim. Dessa forma, os beneficiados iriam receber os valores de R$ 500 em julho, R$ 400 em agosto e R$ 300 em setembro.

A última de três parcelas do auxílio começou a ser paga neste mês, no montante de R$ 600, e qualquer prorrogação com mudança no valor requer aval do Congresso Nacional.

Uma outra proposta aventada pela equipe econômica vinha sendo um pagamento de R$ 300 por mais dois meses, o que seria mais econômico do ponto de vista fiscal, mas menos duradouro para as famílias.

A avaliação é de que a manutenção do auxílio de R$ 600 até o fim do ano, como defende movimento Renda Básica que Queremos (que reúne 163 organizações da sociedade civil), é inviável, assim como a instituição de uma renda universal no Brasil.

A prorrogação tem o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que no último fim de semana publicou nas suas redes sociais tuíte com um recado duro ao governo. “O governo não pode esperar mais para prorrogar o auxílio. A ajuda é urgente e é agora”, cobrou Maia, que enfatizou que a sua posição é acompanhada pela maioria dos deputados. Maia defendeu, no entanto, a prorrogação por mais dois ou três meses no valor de R$ 600, ao contrário de Guedes que quer reduzir o valor à metade das próximas parcelas. A despesa mensal do auxílio está em R$ 51,5 bilhões.

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