Hotéis da Grande Vitória registram cerca de 50% de queda em reservas para o réveillon, mas setor prevê crescimento

De acordo com o representante do Sindihotéis, o turismo interno nesse verão, será o “carro chefe” das ocupações nos meios de hospedagem capixabas

(FOLHA VITORIA) – Faltando pouco mais de um mês para o fim do ano, as prefeituras dos principais municípios da Grande Vitória, ainda não definiram se terão festa de réveillon, com a tradicional queima de fogos no litoral. Por conta da pandemia do coronavírus, a programação em muitas cidades, em todo o País, foi alterada, ou até mesmo cancelada, para evitar aglomerações.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a virada do ano de 2020 para 2021, na praia de Copacabana não terá a presença de público e a queima de fogos será transmitida de forma virtual ao vivo pela internet.

Na região metropolitana do Espírito Santo, por enquanto, a única prefeitura que deu sinais de que pode ter alguma programação, foi Guarapari. Por nota, a Secretaria Municipal de Turismo, Empreendedorismo e Cultura informou que há um planejamento para as festividades de fim de ano.

O município prevê a queima de fogos em oito pontos, distribuídos, nas praias da cidade. A prefeitura ressaltou que “refere-se como planejamento, devido o município, neste momento, encontrar-se em risco leve, conforme a matriz de risco do Governo Estadual”.

Na capital, Vitória, a prefeitura informou que está focada no desenvolvimento de ações de combate à pandemia e no retorno gradual da rotina da cidade. Segundo o município, as decisões sobre eventos e festas de fim de ano estão sob análise.

Na Serra, onde geralmente acontece queima de fogos nas praias de Jacaraípe, Nova Almeida, Mannguinhos e em outros pontos da cidade, a prefeitura informou que ainda está avaliando o que será feito com relação à virada de ano.

Já em Vila Velha, o município informou que, no momento, está concentrada na prevenção e combate ao novo coronavírus. Por nota, a prefeitura disse que a gestão está monitorando o andamento da pandemia para fazer uma avaliação referente a eventos de grande porte no município, acatando as decisões das autoridades de Saúde.

Hotéis registram procura

Mesmo com a indefinição das programações festivas, turistas já se movimentam e os hotéis capixabas registram procura para os meses de janeiro e fevereiro. Segundo o presidente do Sindihotéis-ES, Attila Miranda Barbosa, para o réveillon, as reservas estão acontecendo e o setor está com boas expectativas para ocupações nesse período. Mesmo com a situação atípica, a hotelaria capixaba espera uma média de ocupação de 90%.

“Atualmente temos uma média de 50% de reservas efetuadas, mas em anos anteriores já estaríamos com lista de espera para o mesmo período. Apesar de ainda ser cedo para essa avaliação, podemos constatar até o momento, que a média de queda nas ocupações para o réveillon nos hotéis da Grande Vitória gira em torno de 45% a 50%”, pontuou Barbosa.

De acordo com o representante do Sindihotéis, o turismo interno nesse verão, será o “carro chefe” das ocupações nos meios de hospedagem capixabas, principalmente nos municípios do interior do estado, e esse é um movimento que acontece em todos os estados do Brasil.

“Com todas as restrições e resquícios provenientes da pandemia, percebemos que a movimentação turística segue conforme tendência já apontada, que é o fortalecimento do turismo interno. E mesmo que numa proporção menor, quando comparada ao ano anterior, também já registramos procura de turistas de outros estados. Percebemos que o viajante tem optado por viagens mais curtas, que podem ser feitas com seu próprio carro”, disse.

Barbosa disse ainda que acredita que a segurança que os meios de hospedagens capixabas oferecem, pode fazer toda a diferença quando um turista buscar por destino de réveillon e de férias, e que assim esses números poderão apresentar um crescimento. Ele destaca que é fundamental reforçar que a hotelaria capixaba está muito bem preparada para receber seus hóspedes, cumprindo todos os protocolos de segurança e higienização orientados pela OMS, Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde.

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