Novembro é o melhor mês do ano, vendas voltam ao nível de antes da pandemia

Foram emplacados 214 mil veículo leves, mas queda em 2020 ainda é grande

(AUTOMOTIVE BUSINESS) – As vendas de veículos leves ganharam embalo e novembro foi o melhor mês do ano até agora, superando até mesmo o início de 2020, no período pré-pandemia. Segundo números obtidos pela Autoinforme, foram licenciados 214 mil automóveis e utilitários. Com isso, o mercado voltou a girar em nível parecido com o registrado antes da crise provocada pela Covid-19 – o resultado mensal já é maior do que o observado em quase todos os meses de 2016 e 2017 e metade de 2018, mas ainda está bastante abaixo do que os nove últimos meses de 2019.

Mesmo com um dia útil a menos do que o mês anterior (21 contra 20, sem levar em conta o feriado da Consciência Negra no dia 20 que foi celebrado apenas em parte das cidades brasileiras), o volume mensal de vendas em novembro ficou 4,3% acima de outubro (205.238), mas ainda representa queda de 7,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado (230.922).

A média diária de emplacamentos também foi a melhor de 2020, voltou a superar o patamar de 10 mil unidades pela primeira vez após nove meses, com 10.702 veículos leves novos licenciados por dia, em alta de 9,6% sobre a média de outubro e praticamente igual aos 10.701 licenciamentos/dia de fevereiro passado.

Mesmo com apesar da forte retomada que vem sendo observada mês a mês desde maio, o balanço anual ainda é de forte retração: com o resultado de novembro, o acumulado de 11 meses de 2020 soma 1,72 milhão de emplacamentos, em queda de 28,6% sobre o mesmo período de 2019. Com isso, a venda anual total de veículos leves deverá mesmo ficar abaixo de 2 milhões de unidades.

Mesmo que dezembro seja o melhor mês do ano – como é amplamente esperado –, é improvável que sejam vendidos os 280 mil carros que faltam para superar a barreira psicológica dos 2 milhões. Na melhor das hipóteses, analistas estimam que este mês somará algo em torno de 230 mil emplacamentos, fazendo o ano fechar com 1,95 milhão de unidades vendidas, no máximo, o que resultará em um tombo de quase 27% – um pouco melhor do que a projeção da Anfavea, a associação dos fabricantes, de 1,83 milhão e retração de 31%.

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