Ufes cria pulseira que avisa quando distanciamento não é cumprido

Projeto é do Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Engenharia de Computação. Protótipo custou menos de R$ 50.

Um dispositivo de baixo custo que monitora se as pessoas estão mantendo distância foi desenvolvido por integrantes do Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Engenharia de Computação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

O dispositivo, chamado de Pulseira Anti-Covid, tem o objetivo de ajudar a controlar a taxa de transmissão do novo coronavírus e emite um sinal luminoso e sonoro quando os usuários que estão usando elas ficam a menos de dois metros de distância.

A proposta é de que a pulseira seja produzida e usada em ambientes controlados, como escolas, museus, empresas e supermercados, onde todos os usuários estariam com o dispositivo.

O professor do Departamento de Informática e tutor do grupo, Rodrigo Guimarães, explicou que, com os encontros presenciais suspensos, o desafio de fazer o dispositivo foi feito durante as reuniões virtuais.

“Eu lancei esse desafio para eles de como a gente poderia a nossa comunidade com alguma coisa inovadora”, explicou o professor.

Dispositivo desenvolvido por estudantes apita quando distância social não é respeitada, no ES  — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

O projeto foi desenvolvido pelos estudantes André Cunha e Joana Loureiro. Em um mês e meio, eles fizeram três versões até chegar na final, que teve custo total inferior a R$ 50.

O professor explica que o protótipo desenvolvido utiliza um microchip Wi-Fi compacto e de baixo custo, com capacidade para ser programado. Dessa forma, o dispositivo pode estimar a proximidade entre os dispositivos e emitir um alerta sonoro e visual quando a distância entre as pessoas não é respeitado.

Estudantes desenvolvem pulseira Anti-Covid, no ES  — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

“O módulo utilizado nos dispositivos permite que eles se comuniquem por meio de uma rede Wi-Fi. O protótipo final ficou pronto em cerca de um mês, com um custo em torno de R$ 50. Precisa ser aperfeiçoado, mas, se produzido em escala, provavelmente o custo de produção poderá diminuir”, explica o professor Guimarães, que supervisionou o projeto.

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