Com saída de Felipão, Grêmio repete roteiro que pode culminar em 3º rebaixamento

A briga contra o rebaixamento deve se manter equilibrada até as últimas rodadas do Campeonato Brasileiro e promete ser mais emocionante que a disputa pela taça. Grêmio e Santos são os grandes mais ameaçados pela degola. No domingo, a equipe alvinegra levou a melhor na disputa direta, mas o risco segue elevado. O Grêmio, por sua vez, tem sido atormentado pelo ambiente interno conturbado e pelo mau desempenho dentro das quatro linhas.

A derrota para o Sport, em Porto Alegre, no início de outubro, parece ter sido a gota d’água para os problemas virem à tona. O trabalho de Luiz Felipe Scolari foi fortemente contestado e não teve vida longa. Com a saída do técnico pentacampeão do mundo com a seleção brasileira, confirmada na madrugada desta segunda-feira, o time gaúcho repete o roteiro do rebaixamento. Vice-lanterna, o Grêmio já viveu o mesmo drama da ida para a Série B em 1991, quando terminou o Brasileirão na mesma posição, e em 2004, ano em que ficou na última colocação.

Apesar das contratações de atletas experientes e vencedores no futebol europeu, como Douglas Costa e Rafinha, o time tricolor não conseguiu se encontrar desde a perda da final da Copa do Brasil para o Palmeiras, em março. A queda precoce, ainda na fase preliminar, da Copa Libertadores antecipou a saída de Renato Gaúcho, que tem feito o Flamengo brilhar recentemente.

Com Tiago Nunes, alguns problemas persistiram e outros se intensificaram. O início do Brasileirão, com maus resultados, consolidou o Grêmio na luta contra o rebaixamento. Os próximos adversários são Fortaleza (fora), Juventude (casa), Atlético-GO (fora) e Palmeiras (casa). A missão é duríssima tendo cinco pontos a menos que o 16º colocado. Só não é mais difícil que a da Chapecoense. Lanterna, somando apenas 12 pontos, a equipe catarinense ainda não venceu como mandante no torneio e tem recebido críticas da própria direção, que entende que o elenco é de “Série B”.

“Evidentemente que nós vamos buscar pontos. Nesse momento, estamos com a qualidade do grupo um pouco baixa. O nosso grupo hoje é um grupo de Série B”, afirmou Carlos Kila, executivo de futebol da Chapecoense em entrevista à rádio GreNal. Ele também admitiu a possibilidade de receber mala branca na reta final do Brasileirão, dado que o time já não tem muitas pretensões: “Nós temos de cumprir a tabela, aproveitar a visibilidade que temos na Série A. Evidentemente que nós vamos buscar pontos. Isso (mala branca) não aconteceu até o momento, mas imagino que pode acontecer. Se não tiver essa diferença que tem hoje o Atlético-MG (na liderança), se essa diferença diminuir pode ter a possibilidade”, disse.

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