Prefeito supera ‘Milão não pode parar’ e é reeleito

Com uma vitória categórica, o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, foi reeleito para o cargo nas eleições municipais de 2021 na Itália, realizadas entre 3 e 4 de outubro.

Apesar da apuração ainda não ter sido finalizada, o político italiano do partido ambientalista Europa Verde aparece com 57,57% dos votos e conseguiu a vitória ainda no primeiro turno.

“Estou muito feliz, há um mês não esperava, mas nos últimos dias dando voltas percebi que havia a possibilidade de alcançar este grande resultado”, comemorou Sala.

O segundo colocado, Luca Bernardo, candidato apoiado pela extrema-direita, conseguiu 32,15% dos votos e afirmou que “o verdadeiro vencedor hoje é um só: a abstenção”.

Neste ano, o primeiro turno das eleições municipais teve a menor afluência já registrada na Itália em votações para prefeito e vereador, sendo que em Milão foi de 47,69%, contra 54,65% de 2016.

Em seu discurso, Sala lembrou que “a centro-esquerda nunca conseguiu vencer no primeiro turno em Milão desde 1993, ou seja, desde a eleição direta do prefeito, e isso é um fato importante”.

O candidato reeleito enfatizou que sua “promessa aos milaneses é de ser prefeito de todos, para garantir que encontrará fórmulas para que todos participem”. “Esse é o verdadeiro segredo de uma cidade para sair bem deste momento difícil” causado pela pandemia de Covid-19, acrescentou.

No início da emergência sanitária, Sala foi alvo de críticas por ter apoiado inicialmente a campanha “Milão não para”, contra o fechamento da capital financeira e da indústria da moda da Itália, mesmo com a propagação do vírus.

Na ocasião, o vídeo viralizou na web em meio à escalada dos casos no país e após o governo ter decidido confinar as 11 cidades do norte que haviam registrado os primeiros contágios por transmissão interna.

A peça exaltava os “milagres” feitos “todos os dias” pelos habitantes de Milão e seus “ritmos impensáveis” e “resultados importantes”. “Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para”, dizia o vídeo. No entanto, um mês depois, Sala reconheceu ter errado ao apoiar a campanha.

A iniciativa serviu até como inspiração para o governo do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a lançar uma ação de marketing chamada “Brasil não pode parar”. (ANSA)

Istoé

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