Terceiro homem mais rico do mundo quer investir no Reino Unido. Com ou sem Brexit

14:25 h

Foi do centro dos Estados Unidos, em Omaha, Nebraska, que veio uma palavra de confiança para o Reino Unido no momento de incerteza que o país vive por conta do Brexit.

Warren Buffet, nascido há 88 anos e atualmente o terceiro homem mais rico do mundo segundo a revista Forbes, afirmou ao britânico Financial Times estar disponível para ir às compras no Reino Unido, já “amanhã”. Mantendo-se ou saindo o país da União Europeia.

“Louvamos a hipótese de pôr dinheiro em qualquer lado que pensamos compreender e em que confiamos no sistema”, declarou Warren Buffett, numa grande entrevista que deu à publicação (“Estou a ter mais diversão do que qualquer outra pessoa com 88 anos no mundo” foi o título em destaque).

Buffett sabe que o seu universo empresarial “nunca” vai compreender a cultura e as leis de outro país como as dos EUA, mas no Reino Unido até está bastante perto desse entendimento, justificou.

O grupo liderado pelo multimilionário conhecido por o oráculo de Ohama, a Berkshire Hathaway, tem qualquer coisa como 100 mil milhões de dólares (perto de 90 mil milhões de euros, ao câmbio atual) para gastar, segundo relata o FT.

De qualquer forma, a confiança demonstrada por Buffett não se prende com a vontade de ajudar o Reino Unido. O seu grupo tem pouco por onde crescer nos Estados Unidos, devido à apertada concorrência das empresas de “private equity” – tipo de empresas que, com grande poder de investimento, colocam capital em empresas por recuperar, reestruturam-nas e tenta vendê-las a preços mais elevados sendo que, em Portugal, são conhecidas a Lone Star, dona do Novo Banco, e a Apollo, que ficou com a Tranquilidade.

Aliás, a Europa é uma hipótese porque, como recorda o Financial Times, a atividade de fusões e aquisições abrandou, abrindo espaço para atividades de maior fôlego vindo dos EUA. E o mercado britânico tem estado sob alta tensão devido às incertezas quanto ao Brexit.

Neste momento, o Brexit terá de ocorrer até ao final de outubro, conforme decidiram já os 27 países da União Europeia e acordaram com o Reino Unido. Só que a solução encontrada é ainda uma incerteza. Daí que seja relevante palavras de incentivo por parte de um dos mais ricos do mundo através de um dos jornais de referência da economia. Sobretudo porque o histórico do seu grupo tem-se sempre centrado no mercado americano, com investimentos mais modestos fora do país. Com informações da Agência Lusa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *