Comandante-geral da PM nega agressões à esposa e diz que vazamento de boletins será apurado

Coronel Douglas Caus foi citado em dois boletins de atendimento da PM como autor de agressão à mulher. Nesta quinta (3), esposa disse que tudo não passou de um mal-entendido.

(PORTAL G1) – O comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, coronel Douglas Caus, concedeu uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (4) para prestar esclarecimentos após ter sido citado em dois boletins de atendimento da PM como autor de agressões à esposa dele. Após a mulher dizer que tudo não passou de um mal-entendido, ele também negou que houve qualquer agressão física.

Ainda de acordo com o comandante-geral, o vazamento dos registros dos chamados feitos ao Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), onde constam a descrição dos atendimentos e dados pessoais dos envolvidos, está sendo apurado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).

“Acredito na apuração que está sendo feita para que nós cheguemos a essa pessoa. Eu não acredito que ela fez isso, pura e simplesmente, por não gostar de mim. Em 32 anos de trabalho, tenho um legado de muitos amigos na polícia. Acredito que esse tipo de vazamento tem sim o objetivo de atingir a instituição e me atingir. É um ato criminoso. Minha intimidade e a intimidade de qualquer capixaba não pode ser exposta desse jeito”, disse Caus.

De acordo com ele, o responsável pode ser processado nas áreas criminal, administrativa e cível. Além disso, pode perder o cargo, caso seja comprovado que houve envolvimento de um funcionário público.

Sobre as ocorrências, o coronel reforçou a versão contada pela esposa ao G1 nesta quinta-feira (3). Segundo ele, os dois registros no Ciodes são referentes a discussões do casal e em nenhuma delas houve violência.

Nas duas situações – uma em dezembro de 2019 e outra na última quarta-feira (2) – a esposa, a professora Renata Christhina Caus, cobrou atenção por parte do marido e se alterou quando ele precisou sair de casa para resolver situações relacionadas ao trabalho, por exemplo.

No primeiro caso, ela acionou a polícia. No segundo, o filho deles foi quem ligou para o Ciodes após ouvir os pais discutindo.

“Não houve agressão. Houve uma discussão a respeito de alguns assuntos relativos à nossa vida íntima, principalmente no que tange a minha grande dedicação à Polícia Militar. Eu reconheci para minha esposa que por causa de toda essa dedicação à PM eu tenho ficado ausente do ambiente familiar, ela me cobra isso. Eu admiti que essa carga excessiva de trabalho tem prejudicado o meu relacionamento familiar”, disse.

O comandante-geral da PM também lamentou toda a repercussão do caso e disse que está à disposição da Polícia Civil para esclarecer o que aconteceu.

“Lamento muito o fato de ter ocorrido isso. Minha esposa já foi ouvida pelo delegado, essa apuração está sendo feita pela Delegacia da Mulher de Vila Velha. Estou à disposição para qualquer esclarecimento e tudo está sendo apurado”.

Entenda o caso

Em dois chamados feitos ao Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), há o registro de que a esposa do comandante-geral da Polícia Militar relatou ter sido agredida por ele. O mais recente foi nesta quarta-feira (2), na casa da família, em Vila Velha.

A reportagem do G1 teve acesso aos dois boletins. O primeiro acionamento ao Ciodes por parte de Renata é de 24 de dezembro de 2019. Na época, Douglas Caus ainda não era comandante-geral da PM e atuava no Hospital da Polícia Militar (HPM).

A descrição do documento diz que a mulher solicitou atendimento porque foi agredida pelo marido. Na situação, o suspeito não estava na casa quando a polícia chegou.

O documento ainda diz que não foi constatada lesão aparente e que a vítima relatou não ter interesse em ir até a delegacia naquele momento, mas que iria posteriormente com familiares.

Ao G1, Renata disse que eles discutiram após ele ter que sair de casa na véspera do Natal para resolver uma situação no Hospital da Polícia Militar (HPM), onde atuava na época.

No boletim desta quarta-feira (2), a informação é de que por volta das 21h o filho casal pediu apoio da polícia porque os pais estavam “em vias de fato e muito agressivos”.

Segundo o registro, Renata disse ter sido agredida por Douglas Caus. O comandante-geral da PM também não estava no local quando a equipe da polícia chegou.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, como a mulher estava nervosa, foi oferecido socorro médico a ela. Os policiais também ofereceram condução até a Delegacia Especializada de Proteção à Mulher, mas ela recusou e pediu que os militares deixassem o apartamento.

A descrição do documento diz que a mulher solicitou atendimento porque foi agredida pelo marido. Na situação, o suspeito não estava na casa quando a polícia chegou.

O documento ainda diz que não foi constatada lesão aparente e que a vítima relatou não ter interesse em ir até a delegacia naquele momento, mas que iria posteriormente com familiares.

Ao G1, Renata disse que eles discutiram após ele ter que sair de casa na véspera do Natal para resolver uma situação no Hospital da Polícia Militar (HPM), onde atuava na época.

No boletim desta quarta-feira (2), a informação é de que por volta das 21h o filho casal pediu apoio da polícia porque os pais estavam “em vias de fato e muito agressivos”.

Segundo o registro, Renata disse ter sido agredida por Douglas Caus. O comandante-geral da PM também não estava no local quando a equipe da polícia chegou.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, como a mulher estava nervosa, foi oferecido socorro médico a ela. Os policiais também ofereceram condução até a Delegacia Especializada de Proteção à Mulher, mas ela recusou e pediu que os militares deixassem o apartamento.

Em entrevista, Renata explicou que, nas duas situações, o que ocorreu foi uma discussão entre o casal sem nenhum tipo de violência física.

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