Fiança de R$ 89.820 para soltar secretária de Educação

Ao todo, são R$ 269.460 para liberar também o marido e a funcionária de Isabel Scherrer, suspeitos de vender diplomas falsos

A juíza da Comarca de Piúma, Serenuza Marques Chamon, arbitrou fiança no valor de 90 salários mínimos (R$ 89.820) para liberar cada um dos suspeitos no caso da venda de diplomas falsos na cidade.

Para responder ao processo em liberdade, a secretária municipal de Educação, Isabel Fernanda Scherrer Rocha, o marido dela, o administrador de empresa Carlos Antônio Castro e a funcionária Ricarda dos Santos Souza, precisam desembolsar R$ 269.460, ao todo.

O problema, segundo o advogado que defende os três, José Peres Araújo, é que o valor é muito alto. Eles estão presos desde terça-feira (13). “O valor da fiança é ilegal e abusivo. Vou entrar com um habeas corpus no Tribunal de Justiça amanhã (hoje), com o objetivo de conseguirmos reduzir esse valor. Noventa salários mínimos para cada é muito dinheiro. Eles não possuem uma renda tão alta assim”.

O advogado disse que o instituto de pesquisa e cursos educacionais administrado por Carlos e Isabel só tem uma funcionária, Ricarda, o que comprova, segundo ele, que não se trata de uma empresa grande, com grandes lucros.

Peres expôs que Isabel Fernanda recebe cerca de R$ 7 mil (valor bruto) por mês. Ricarda recebe R$ 1 mil da empresa, e Carlos tem R$ 2 mil de lucro do instituto.

Prisões

Os três foram presos, após a entrega de um diploma de assistente de sala. Eles foram autuados por falsidade ideológica e associação criminosa, e levados a presídios.

O delegado David Santana Gomes explicou que a polícia já vinha recebendo denúncias sobre o caso de diplomas falsos. E só com o flagrante conseguiu identificar os responsáveis. O diploma seria vendido por R$ 150, e os alunos recebiam o documento, sem comparecer aos cursos.

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